Entendendo o Ciclo Hype da Inteligência Artificial em 5 Estatísticas

Por Dillon Baker

Na Conferência I/O do Google na semana passada, alguns poucos termos escolhidos apareceram repetidas vezes. Aprendizado das máquinas, Inteligência Artificial (IA), Aprendizado em profundidade. Esses termos foram mencionados tão frequentemente que o colunista de tecnologia do The New York Times, Farhad Manjoo, fez uma piada dizendo que o “aprendizado das máquinas” atingiu “70 trilhões” de menções apenas nas primeiras horas do primeiro dia da conferência.

A próxima grande novidade do Google: Nós faremos a IA consertar todas as coisas irritantes que o incomodam. Isto é uma coisa pequena, mas você gostará dela.
Eu contei quantas vezes ocorreu a frase “agora, nós usaremos o aprendizado das máquinas” aqui na I/O Conference e cheguei a 70 trilhões.
O Google está usando a inteligência artificial para melhorar quase todos os domínios do seu vasto império. Por exemplo, no Android, a empresa anunciou uma atualização do seu assistente virtual através de características futurísticas, como a Google Lens (a lente do Google), que pode “ler” fotos em tempo real. Ele também anunciou um processador de IA hiper-rápido, construído para aumentar o seu negócio de computação na nuvem, e um produto Google Home mais “proativo“.

Com a Lente do Google, a câmera do seu smartphone não apenas verá o que você estiver vendo, como também entenderá o que você estiver vendo para ajuda-lo a agir. #io17

O CEO do Google, Sundar Pichai, resumiu a visão da empresa numa nota importante no seu blog: “Agora, nós estamos testemunhando uma nova mudança na computação; a mudança de dispositivos móveis em primeiro lugar para um mundo de IA em primeiro lugar”.

O Google não é a única empresa que está levando adiante a ideia de um mundo de IA em primeiro lugar. Nós estamos testemunhando uma corrida de armas que envolve quase todas as grandes empresas de tecnologia, desde a gigante de tecnologia de marketing, a Salesforce, à ‘Google Chinesa’ Baidu, até a velhos cães como a Microsoft. Até mesmo ramos de atividade como o varejo e a energia já estão se voltando para o aprendizado das máquinas, para implantar tecnologias como o cálculo de preços em tempo real. A IA é o próximo grande passo da computação, e é difícil imaginar qual ramo de atividade não será impactado por ela.

Se você não estiver convencido, veja cinco estatísticas que o ajudarão a entender o surgimento da inteligência artificial.

A IA vai demorar entre 2 a 5 anos para ser adotada por todos

No Ciclo Hype da Gartner, que classifica as tecnologias baseadas em como o mercado as percebe, e quanto elas irão demorar para serem adotadas por todos, o aprendizado das máquinas está bem no topo. Isto significa que há muita falação frenética sobre todas as possibilidades desta tecnologia, mas nem tantos pensamentos críticos.

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De acordo com uma pesquisa da Bloomberg, as reuniões dos Conselhos estão levando isso em consideração.

Uma atualização do primeiro trimestre: Empresas que mencionam que a Inteligência Artificial está crescendo rapidamente (Link final: https://bloom.bg/2odsDh2 )

Isto é o que é chamado de crescimento exponencial.

Assim mesmo, isto não significa que a adoção da IA esteja logo depois de virar a esquina. Como você pode ver no Ciclo Hype, não se espera que qualquer destas tecnologias emergentes que estão no gráfico seja adotada pela corrente principal em menos de dois anos.

De acordo com o Ciclo Hype, após o aprendizado das máquinas, dentro de 1 ou 2 anos, nós estaremos caminhando na direção do “vale da desilusão”. Quase todos os ciclos de hype incluem algum retrocesso cético. Geralmente, o retrocesso vem quando as expectativas foram excessivamente infladas, ou porque a tecnologia não foi tão avançada quanto previam os analistas. Todavia, com base nos dados disponíveis, é possível que a IA possa reverter esta tendência.

Neste ano, os investimentos em IA aumentarão mais de 300 por cento

Juntamente com o que parece ser a tônica de toda pesquisa de mercado e firma de consultoria, a Forrester está extremamente otimista sobre a IA, e, este ano, é o começo de um maremoto. A Accenture também descobriu que 85 por cento dos executivos planejam investir consideravelmente, durante os próximos 3 anos, em tecnologia relacionada à IA.

O Google já passou de “dispositivos móveis em primeiro lugar” para “IA em primeiro lugar”. E a maioria das empresas de tecnologia de marketing já está divulgando as suas proezas relacionadas ao aprendizado das máquinas, sejam elas legítimas ou não. No futuro, será interessante olhar para trás, para este ano, e ver quais empresas usaram o dinheiro para subir a bordo, e quais ficaram para trás.

As empresas que usarem a IA “roubarão” 1,2 trilhões de dólares da concorrência todos os anos

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Falando sobre ficar para trás, a Forrester não tenta esconder a realidade, quando se tratar do impacto que a IA poderá ter. Esta firma de pesquisas espera que as empresas conduzidas por percepções (isto é, por dados e pela IA) terão melhor desempenho que as que não o fizerem, ou que não puderem fazer isto.

Essa diferença terá enormes consequências. Talvez os grandes jogadores continuem a ficar cada vez maiores, uma vez que eles têm os recursos para investir em melhor IA. Ou talvez empresas jovens e sábias usarão a IA para manobrar melhor que os velhos gigantes – algo que a Netflix e a Amazon já fizeram. Haverá vencedores e perdedores.

60 por cento do aprendizado das máquinas ocorrerá na Amazon, Google, IBM, ou na Microsoft por volta de 2020

Como ocorre na maioria das partes do mundo do software, o futuro da IA será controlado por poucos selecionados. Uma vez que o desenvolvimento da IA é um processo tão dependente de recursos intensivos, que requer engenheiros qualificados – e computação na nuvem – isto tem se consolidado. Em particular, o Google tem se posicionado para ser o dono desse espaço. Todos os demais precisarão seguir uma regra: se você fizer parcerias e for bonzinho, você poderá compartilhar os benefícios. Assim mesmo, os profissionais de marketing devem estar felizes pelo fato de todo gigante de tecnologia de marketing estar investindo pesadamente no aprendizado das máquinas. Muitas das plataformas de tecnologia e das ferramentas de automação de marketing funcionam baseadas em programas mais básicos de aprendizagem das máquinas. Se empresas como a Salesforce tiverem credibilidade, a revolução da IA deve começar, para valer, nos próximos anos.

A maioria dos profissionais de marketing ainda não entende o que a IA pode fazer por eles, mas, de qualquer modo, eles estão animados

Além dos algoritmos básicos, a IA ainda está nos seus estágios iniciais. Poucas pessoas fora da academia, ou das grandes firmas de tecnologia, têm, realmente, uma boa compreensão da própria tecnologia. De acordo com o CMO Council, mesmo a maioria dos profissionais de marketing reconhece que há imensas possibilidades.

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Ainda assim, é justo ser cético – como já vimos, estamos no “pico das expectativas infladas”. É por isso que 24% dos profissionais de marketing não vêm o valor da IA, ou já se sentem esmagados pelo peso dos dados e da tecnologia. Mas, também não seria sábio ignorar a incrível mudança que está ocorrendo.

Para os que se sentirem esmagados pelos dados, eis um fato inevitável: o marketing funciona baseado nos dados. E isto não vai mudar. Nós já estamos num mundo dos dados em primeiro lugar – agora a questão é se a IA poderá causar uma revolução e como nós a usaremos.

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Sobre o autor: Dillon Baker é um Editor Associado da Contently, onde ele cuida do The Freelancer e trabalha no The Content Strategist. Ele é antigo Editor de Artes e Escritor Sênior da The Vermont Cynic. Envie e-mails para ele em dmbaker412@gmail.com.

Fonte: The Content Strategist

Tradução: Fernando B. T. Leite

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