As marcas ainda estão sendo enganadas pelos influenciadores com falsos seguidores

Por Tallie Gabriel

Se você for uma grande marca, é compreensivelmente tentador contratar um influenciador com centenas de milhares de seguidores para promover seus produtos. Mas, se a maioria desses seguidores forem robôs, esse investimento será um desperdício de dinheiro.

A questão dos falsos seguidores não é nova. Desde que a influência na mídia social tornou-se um barômetro de influência, os usuários têm sido beneficiados pelos robôs. Mas agora, que o Instagram está desmoronando, tem sido uma surpresa descobrir que muitas marcas ainda estão pagando influenciadores da mídia social, com número inflacionado de seguidores.

De acordo com um estudo realizado pelo Points North Group, Ritz-Carlton e Aquaphor tiveram as maiores porcentagens de falsos seguidores em seus posts patrocinados.

falsos seguidores

A infeliz realidade é que as marcas precisam ser muito diligentes ao vetar influenciadores. E, nestes dias, elas precisam se preocupar com mais que apenas robôs. De acordo com a BuzzFeed, agora há um serviço pago, chamado Fuelgram, que automaticamente curte e comenta outros posts de contas legítimas. Este é essencialmente um esteroide que melhora o desempenho, resultando em muitos engajamentos duplicados, montados em emojis: “Eu realmente amo essa foto” e “Eu gosto das cores usadas nesta foto”.

Embora os comentários do Fuelgram soem como algo que as marcas gostariam de evitar, marcas como a Kroger e Aquaphor (novamente a Aquaphor) têm pago influenciadores que usam o Fuelgram para promover seus produtos.

Supondo que os influenciadores conheçam as preocupações éticas sobre falsos seguidores e as consequências se o Instagram os descobrir, porque eles ainda os usam? Como disse o executivo de marketing de Sillicon Valley Guy Kawasaki, “Há dois tipos de pessoas nas redes sociais: as que querem mais seguidores e as que estão mentindo”.

Os influenciadores são apenas tão fortes quanto a quantidade de pessoas que confiam neles. Eventualmente, as marcas deverão ser capazes de perceber que estão pagando demais por número inflacionado de seguidores. Alternativamente, as marcas podem economizar muito dinheiro apropriando-se mais da experiência dos clientes e dos esforços de distribuição, para garantir que estão fazendo marketing para pessoas reais. Por mais maravilhosos que sejam seus cremes para limpeza de pele ou seu hotel, os robôs não poderão pagar por eles.

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Sobre a autora: Tallie Gabriel é atualmente estagiária de mídia social da Contently, uma escritora freelancer e uma violoncelista.

Fonte: The Content Strategist

Imagem por iStockPhoto

Tradução: Fernando B. T. Leite

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